A APCBRH lançou o Sumário Genético das Vacas ToPS 100 do Paraná, trabalho inédito realizado em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentado aos participantes do Agroleite 2014, onde se avalia pela primeira vez o mérito genético de vacas no Brasil. "Esse era um sonho de mais de 7 anos atrás que conseguimos realizar, graças ao trabalho do professor Victor Pedrosa, que é PhD,  extremamente qualificado para este tipo de desafio, e está do nosso lado. Essa  'ferramenta' vem 'casar' com o Programa de Melhoramento Genético da Intercooperação das cooperativas ABC, lançado durante a Expofrísia 2014", informa o superintendente Altair Valloto.  

De acordo com Valloto, para esse trabalho pegou-se o banco de dados da APCBRH onde considerou-se as lactações de primeiro parto ajustados para anos de nascimento entre 1980 a 2011, anos de parto entre 1983 e 2013, idade do parto de 18 a 48 meses e grupo contemporâneo de rebanho-ano de parto, com ao menos três informações por grupo, e fez-se avaliação da capacidade de produção (TPAs) desses animais, resultando num total de 100 mil vacas avaliadas para leite, 100 mil para gordura, 93 mil para proteína e também para tipo, com 10 mil vacas. O professor Victor Breno Pedrosa, da UEPG, utilizou tecnologia de ponta disponível no mundo para isso, que é o modelo animal que pega todo parentesco dos animais na composição para extrair a parte genética das vacas, tirando todo efeito de ambiente. O resultado desse trabalho está editado no Sumário Genético das Vacas ToPS 100 Paraná, para leite, gordura, produção de proteína, e pontuação final de tipo. O modelo leva em consideração os pedigrees dos animais: as irmãs, as primas, irmãs inteiras. (BLUP e Modelo Animal)

Valloto diz agora o produtor poderá avaliar corretamente qual o seu ganho em função da genética ou advindo de outros fatores, como ambiente e nutrição. Segundo ele o produtor poderá:

  • ToPs-100/PR: A cadeia produtiva do leite, agora sabe quem são os animais superiores, para quem sabe adquirir filhos ou embriões destes animais.
  • Saber quem é quem dentre as vacas de seu rebanho, escolhendo vacas tops (superiores) para coletar embrião e vacas para serem apenas receptoras;
  • Num processo de acasalamento genético colocar touros superiores para leite em vacas inferiores;
  • Trabalhar o acasalamento direcionado para o que ele quer (gordura ou proteína) em certo grupo de vacas (ou filhas dessas vacas) de seu rebanho;
  • Ou então tomar a decisão de descarte, se for o caso.
  • Importante ferramenta para auxiliar nos critérios de objetivos e metas para o melhoramento do seu rebanho.

 

Fonte: Edison Lemos-jornalista